Márcia Casali´s posts

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ONGs fazem “guerrilha judicial”


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O presidente do STF, Gilmar Mendes, acusa o Ministério Público de se deixar usar por organizações ambientais no leilão de Belo Monte

Diego Abreu

Marcone Gonçalves

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou o Ministério Público, que, segundo ele, se deixou usar como instrumento de organizações não governamentais (ONGs) na guerra de liminares que cercou o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. “Esses agrupamentos montam estratégias de guerrilhas judiciais e dividem os pleitos (pedidos) para que não haja decisão definitiva. É comum que ONGs façam cooptação do MP para as suas teses. Nenhuma ONG está revestida do título de defensora maior do planeta”, afirmou, em entrevista após a sessão solene em homenagem aos 50 anos do STF em Brasília.

A concorrência, em que o consórcio Norte Energia acabou vencedor, chegou a ser suspensa duas vezes por decisões judiciais. Uma liminar concedida momentos antes pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região garantiu o processo. “O fato de uma ONG se voltar contra um projeto não significa que esteja certa. É preciso encarar esse debate com muita objetividade e sem paixão. Temos que ter muito cuidado, porque essas ONGs podem estar sendo financiadas por empresas internacionais e representando seus interesses. Então, não vamos ser ingênuos”, atacou Mendes.

Ontem, as mais de 100 organizações que integram o Movimento Xingu Vivo para Sempre avisaram que não pretendem dar trégua na luta contra a instalação da usina. As entidades emitiram uma nota, informando que vão continuar questionando a viabilidade ambiental do empreendimento. O movimento criticou o TRF por ter derrubado as liminares que suspendiam o leilão. “Um país no qual o Judiciário se furta de controlar os desvios cometidos pelo Poder Executivo está a meio caminho de um regime autoritário”, assinalaram na nota.

O governo decidiu comprar briga com os procuradores que pediram e o juiz federal do Pará que concedeu as liminares. A Advocacia-Geral da União prepara representações contra eles no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Em fevereiro, a AGU já havia prometido processar os membros do MP que tentassem impedir a construção da hidrelétrica. O MP ainda estuda pedir a anulação do leilão por descumprimento de decisão judicial.

Fonte: Correio Braziliense via CCOMSEX

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Antes de votar é bom relembrar


Armando Nogueira, que foi mais Armando do que Nogueira


O "forjador do jornalismo de televisão". Mas quê jornalismo?

A edição/manipulação do debate Collor versus Lula na eleição presidencial de 1989, veiculado pela TV Globo. Vejam como se montou o golpe midiático da eleição de Collor:

Abaixo, as explicações dos editores do JN da TV Globo sobre a célebre manipulação golpista.


Vejam que Armando Nogueira, mais Armando do que Nogueira, conforme depoimento de seus subordinados, escafedeu-se, homiziou-se em lugar incerto, para não participar da edição do JN que selou o resultado das eleições de 1989. Uma edição jornalística manipulada em favor de Fernando Collor, que acabou como todos sabemos.
Esta é a mídia que temos no Brasil e que prevalece até os nossos dias, mesmo que duas décadas tenham transcorrido. Uma mídia que o jornalista Armando Nogueira ajudou a forjar e consolidar. O mesmo Armando que muitos hoje perfumam como "poeta do texto esportivo" e "criador do jornalismo televisivo". Sim, criador do jornalismo de tevê, do jornalismo que apenas expressa a "liberdade de imprensa" dos donos das emissoras.

Mas vejam o imbróglio da edição, no qual Armando, repito, se escondeu - talvez de vergonha - para não ter de participar de um
golpe contra a democracia brasileira. Observem que o editor de texto do JN na época, Octávio Tostes, confirma que a edição é uma "peça antológica de como não se deve fazer jornalismo".

Dilma diz que Serra representa "estagnação" e que "ninguém é tão bonzinho quanto parece"


A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, participou nesta quarta-feira do programa "Brasil Urgente", na TV Bandeirantes. Provocada pelo apresentador José Luis Datena a citar dez motivos pelos quais não votaria no pré-candidato do PSDB, José Serra, a ex-ministra da Casa Civil aproveitou para reiterar a comparação entre os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. "Tenho um grande motivo: ele representa um projeto que levou o Brasil para a estagnação e a desigualdade", afirmou.

AE
Dilma participa do programa

Dilma participa do programa "Brasil Urgente"

"Ninguém é tão bonzinho"

Visivelmente nervosa no início da entrevista, Dilma foi alvo de uma brincadeira de Datena, que pediu um intervalo e sugeriu que a ex-ministra tomasse um copo de água com açúcar. Dilma aproveitou a oportunidade de falar em um programa de perfil popular para tentar reverter a imagem de durona. "Não sou tão brava quanto os outros dizem e ninguém é tão bonzinho quanto parece", disse.

A ex-ministra, que foi presa durante a Ditadura Militar, relatou em detalhes as torturas às quais foi submetida. Dilma disse que passou quase um mês presa na sede da Operação Bandeirantes, em São Paulo, que foi torturada com pau de arara, choques elétricos e palmatória.

Questionada se foi vítima de abusos sexuais, ela respondeu que não. A pré-candidata do PT também fez questão de esclarecer que defendia o socialismo e não o comunismo.

Dilma ainda respondeu a Datena se acreditava em Deus. "Acredito numa força que podemos chamar de Deus. Tenho muita fé em Nossa Senhora".

Temer e Ciro

Sobre o vice, ela disse que o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, seria "um bom vice". "Ele tem todas as condições, é um homem experiente, é o presidente da Câmara, uma liderança no PMDB. Tem que saber se ele será indicado [pelo PMDB]. Não dá para eu indicar ele."

Sobre a insistência de Ciro Gomes em ser candidato pelo PSB, Dilma disse apenas que "Ciro tem condições de pleitear tudo o que ele quiser. Ele tem todas as condições de pleitear uma candidatura à presidência", repetindo o discurso feito por Lula.

Ibope

Dilma também comentou a pesquisa do Ibope, na qual aparece com 29% das intenções de voto contra 36% de José Serra. "Saí lá de baixo e estou chegando aqui. Pesquisa é um reflexo do momento, mas não serve para definir o que vamos fazer daqui para frente", afirmou.

Ao comentar a pesquisa, Dilma rebateu a ofensiva do PSDB contra o levantamento do Instituto Sensus, divulgada na semana passada, que apontava empate técnico entre ela e Serra. "Se uma pesquisa é melhor ou pior para mim, não é por isso que eu vou brigar com o instituto", afirmou.

A entrevista de Dilma a Datena rendeu pico de seis pontos de audiência, o que representa quatro milhões de pessoas na Grande São Paulo. O índice foi considerado muito bom pela TV Bandeirantes, por ser feriado.

Dilma em entrevista na Band

Não vou brigar com institutos, diz Dilma sobre pesquisas

21/04 - 20:22 - Ricardo Galhardo, iG São Paulo


A pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, que não vai brigar com institutos sobre pesquisa. Na semana passada, o PSDB entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Sensus.

AE
Dilma participa do programa

Dilma participa do programa "Brasil Urgente"

O partido alega que o Sensus descumpriu o prazo estipulado por lei para divulgação do resultado da pesquisa. A legislação determina que o resultado seja divulgado 5 dias depois da inscrição da pesquisa no TSE. O Sensus inscreveu o levantamento no dia 5, mas alterou dados no dia 9. Portanto, na avaliação do PSDB, a pesquisa só poderia ser divulgada no dia 14, e não em 13 de abril como foi feito.

A pesquisa Sensus apontou empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (33%) e a petista Dilma Rousseff (32%). Este foi o resultado mais apertado entre os dois candidatos.

"Eu não vou brigar com o instituto. Vou respeitar o instituto. Não se pode desconsiderar, mas não é a última palavra", disse. Questionada se a afirmação era uma resposta ao PSDB, Dilma disse que não. "Eu respeito a pesquisa e não acho que seja decisiva. Se me falarem que estou em cima, tudo bem. Mas se falarem que estou embaixo, não vou brigar", destacou.

Pesquisa Ibope

A pré-candidata pelo PT também comentou a pesquisa do Ibope, na qual aparece com 29% das intenções de voto contra 36% de José Serra, divulgada nesta quarta-feira. "Pesquisa é um sinal do momento. Os ventos mudam... Eu acredito que a pesquisa é um ponto, uma referência, mas não serve para dizer como vão ser as coisas daqui para a frente".


Essas eleições prometem..

Reinhold Stephanes Junior diz que PT é 'coisa do diabo'

Filho de ministro da Agricultura fez discurso na Assembleia do PR no qual chamou José Dirceu de 'bandido' e questionou escolha de Dilma como candidata

estadão.com.br

Em discurso inflamado realizado no último dia 1º, na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Reinhold Stephanes Junior (PMDB), filho do atual ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, chamou o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, de "bandido" e afirmou, ao criticar a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita recente à Cuba, que o PT é "coisa do diabo, que não serve para nada". O deputado ainda questionou no plenário a escolha da ministra Dilma Rousseff como candidata ao Planalto. "Como (o PT) pode indicar uma pessoa que assaltava bancos?", perguntou.

Confira abaixo o discurso do deputado estadual:


Brasil e EUA selam acordo do algodão


Depois de sete anos de disputa, os Estados Unidos aceitaram pagar uma compensação milionária para os produtores brasileiros de algodão. Mas o obstáculo agora é interno. Não existe, por enquanto, uma conta onde o dinheiro será depositado. Brasil e EUA concluíram ontem um memorando de entendimento que vai suspender por 60 dias as retaliações brasileiras contra produtos americanos. Enquanto não reformam os subsídios condenados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), os EUA criarão um fundo de US$ 147 milhões por ano para os produtores brasileiros. O projeto era estabelecer um instituto que gerenciaria os recursos, com três representantes privados, três do setor público e um presidente do setor de algodão. Os produtores temem que o dinheiro se perca na burocracia se o instituto for público. A Advocacia Geral da União (AGU), no entanto, deu um parecer impedindo que o governo participasse de uma instituição privada. O Ministério da Fazenda também não concordou. Mas a administração Barack Obama insiste que cabe ao governo brasileiro garantir a transparência da utilização dos recursos. A expectativa inicial do Brasil era de que os americanos fizessem o primeiro depósito de uma parcela desse dinheiro antes de adiar a retaliação. Mas, sem conta, sem instituto e sem uma definição de como o dinheiro será administrado, os recursos não chegarão por enquanto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tenho "orgulho" de ser BRASILEIRA!

AH-2 Sabre em voo: Vídeo da cerimônia de incorporação

Sugestão: Comandante Melk

O helicóptero
O AH-2 Sabre é um helicóptero de combate que possui grande capacidade de fogo e pode ser utilizada em missões de escolta de outros helicópteros, interdição aérea e de apoio a tropas terrestres. A aeronave é conhecida mundialmente como MI-35 e seu projeto já foi testado em combate em diversos conflitos.

Nova cartada do Exército Brasileiro


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Com investimentos de R$ 149 bilhões até 2030, arma desloca quartéis para ampliar vigilância da Amazônia e prepara reforço de contingente com mais 59 mil novos integrantes

Os quartéis brasileiros estão em ebulição e não se trata apenas de comemorar a Semana do Exército, que transcorre até segunda-feira. É que está em andamento a maior modificação no tabuleiro de tropas já realizada no país desde que os militares assumiram o poder no Brasil, em 1964. A diferença é que a motivação agora não é ideológica, mas geopolítica. No cenário atual, brigadas de infantaria se mudaram ou estão em processo de mudança, desde o Litoral para o Planalto Central e para a Amazônia. Serão criados 28 novos postos de fronteira na região amazônica, para se somar aos 21 existentes. Outras unidades, de blindados, foram transferidas do Rio para o Rio Grande do Sul e Paraná ao longo dos últimos anos – e esses regimentos vivenciam, agora, o processo de modernização e aquisição de tanques de última geração.

Quando toda essa movimentação cessar, o Brasil terá 59 mil novos militares do Exército, a se somar aos 210 mil existentes agora. E um aparato bélico mais ágil. Os primeiros 8,3 mil soldados devem ser incorporados em até quatro anos. As mudanças no desenho das forças disponíveis das Forças Armadas começaram em meados dos anos 2000 e acontecerão até 2030. Como tudo na área militar, são cuidadosamente planejadas, a curto, médio e longo prazo. A maioria faz parte do Plano Nacional de Defesa, concebido pelo ministro da Defesa, o gaúcho Nelson Jobim em 2009.

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Como sempre, as principais modificações atingem a maior das forças, o Exército, que denominou Estratégia Braço Forte o seu planejamento estratégico para os próximos anos. A Braço Forte tem dois programas, Amazônia Protegida e Sentinela da Pátria. No primeiro, serão criados 28 pelotões de fronteira, cada um deles com 50 integrantes, além de uma brigada com sede em Manaus. Com isso, o efetivo atual na Amazônia deve quase dobrar, passando de 25 mil para 49 mil militares (22 mil dos 59 mil previstos no reforço de contingente brasileiro devem ir para essa região).

Pacote com mísseis e aviões-robô

As mudanças não incluem apenas movimentação de tropas, mas modernização de arsenal. Os exportadores de armas não saem de Brasília. Sabem que o Brasil está indo às compras e representa a bola da vez no mercado bélico internacional. Caso seja levado ao pé da letra, o Plano Nacional de Defesa efetivará compras no valor de R$ 20 bilhões.

Entre as metas está um sistema antiaéreo com mísseis de médio e pequeno porte e aviões não tripulados (Vants), além de equipamentos de comunicações e radares. O Exército planeja ainda substituir os blindados sobre rodas Cascavel e Urutu por outros, mais modernos. A Marinha quer logo seu submarino nuclear. E a Aeronáutica está prestes a renovar sua frota de caças.

Os russos saíram na frente na tentativa de vender mísseis e ofertaram um sistema antiaéreo denominado Tor, para proteger cidades com grupamentos de artilharia anti-aérea como Brasília, Guarujá, Rio e Caxias do Sul. No páreo estão Israel, Suécia, França e China, que oferecem também mísseis pequenos, capazes de serem manejados por até dois homens.

Os mesmos países, além de Estados Unidos e Alemanha, ofereceram Vants, aviões que não usam piloto e fazem espionagem por meio de câmeras. A Polícia Federal já tem os seus, agora é a Aeronáutica que os deseja. O Exército planeja também adquirir pontes móveis para ceder, em casos de catástrofes. Ele tem algumas, alemãs. Quer ampliar a quantidade. Pretende ainda comprar telefones via satélite para os pelotões de fronteira e 150 mil fuzis, já que muitos dos FAL (arma-padrão nas Forças Armadas) estão com 40 anos de uso.

Fonte: Zero Hora via CCOMSEX

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