Márcia Casali´s posts

sábado, 17 de abril de 2010

Aquífero descoberto no Norte seria o maior do mundo

http://vergueiro.files.wordpress.com/2008/03/agua6.jpg?w=350&h=369Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgarão oficialmente na semana que vem a descoberta do que afirmam ser o maior aquífero do mundo. A imensa reserva subterrânea sob os Estados do Pará, Amazonas e Amapá tem o nome provisório de Aquífero Alter do Chão – em referência à cidade de mesmo nome, centro turístico perto de Santarém.

“Temos estudos pontuais e vários dados coletados ao longo de mais de 30 anos que nos permitem dizer que se trata da maior reserva de água doce subterrânea do planeta. É maior em espessura que o Aquífero Guarani, considerado pela comunidade científica o maior do mundo”, assegura Milton Matta, geólogo da UFPA. A capacidade do aquífero não foi estabelecida. Os dados preliminares indicam que ele possui uma área de 437,5 mil quilômetros quadrados e espessura média de 545 metros. “É menor em extensão, mas maior em espessura do que o Guarani.”

Matta cita a porosidade da rocha em que a água está depositada como um dos indícios do potencial do reservatório. “A rocha é muito porosa, o que indica grande capacidade de reserva de água. Além do mais, a permeabilidade – a conexão entre os poros da rocha – também é grande.”

Segundo ele, apesar de as dimensões da reserva não terem sido mapeadas, sai do aquífero a água que abastece 100% de Santarém e quase toda Manaus. “A vazão dos poços perfurados na região do aquífero é outro indício de que sua reserva é muito grande”, afirma Matta.

Para o geólogo Ricardo Hirata, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, a comparação com o Guarani é interessante como referência, mas complicada. “O Guarani é um aquífero extremamente importante para o Brasil e para a América Latina, mas não é o maior do mundo. Há pelo menos um aquífero, na Austrália, que é maior que o Guarani”, contesta. As informações são do jornal

Fonte: O Estado de S. Paulo.

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Família de padrasto de Sean perde ação para David Goldman

A guerra judicial entre o pai do menino Sean Goldman, que é americano, e seu padrasto brasileiro continua. Quatro meses depois de o garoto, de 9 anos, ter sido entregue ao pai, David Goldman - que há cinco anos lutava na Justiça por sua guarda - e levado aos Estados Unidos, o padrasto, João Paulo Lins e Silva, e seu pai, Paulo Lins e Silva, ambos advogados, foram derrotados em outra batalha. Na última quinta-feira, eles perderam uma ação por danos morais, ajuizada em outubro de 2008, alegando que a reputação profissional dos dois estava sendo "maculada pela conduta irresponsável e despropositada" do americano durante o processo de disputa pela guarda do menino. A 13ª Vara Cível do Rio negou o pedido. Segundo Ricardo Zamariola, advogado que representa Goldman no Brasil, o pai de Sean recebeu a decisão como uma confirmação de que sua conduta foi correta desde o início da guerra judicial pela guarda do menino.

Na ação, os Lins e Silva acusaram o americano de ser o responsável pelo cancelamento de uma palestra que Paulo Lins e Silva ministraria na conferência anual da International Bar Association (IBA), no dia 12 de outubro de 2008, em Buenos Aires, e de atacar os dois advogados por meio da campanha "Bring Sean Home" (Traga Sean para casa) na internet. No processo, consta que David "envidou esforços no sentido de transformar a vida dos autores em um verdadeiro inferno". A família pediu que David se abstivesse de divulgar ofensas aos dois num prazo de 48 horas.

A juíza Ledir Dias de Araújo concluiu que David Goldman, em suas manifestações sobre o caso, não fez qualquer ofensa à imagem deles. Ela registrou ainda que "grande parte das manifestações externadas pelo réu (David) consta de decisões judiciais. Assim, não se tratam de manifestações aleatórias ou de opiniões pessoais, mas embasadas em fontes. Quanto ao dano moral, este é o sofrimento humano, a dor, a mágoa, a tristeza imposta injustamente a outrem". E disse ainda que "no caso, não se vislumbra qualquer prática do réu (David) que possa ter acarretado dano moral aos autores (João Paulo e Paulo Lins e Silva), já que o mesmo não praticou qualquer ação ilícita capaz de ofender a moral dos autores, tendo apenas exercido seu direito de manifestação, não se vislumbrando qualquer excesso".

Sobre a questão da palestra, a juíza entendeu que não há qualquer prova de que o americano tenha tido relação com o fato, como explicou na sentença: "os organizadores entenderam faltar isenção ao palestrante por estar vivenciando um caso concreto relativo ao conteúdo de sua palestra".

O advogado de David Goldman, Ricardo Zamariola, comemorou a decisão:

- Isso mostra que o pai do menor se comportou de maneira adequada durante o processo. A prioridade para ele não era essa ação, e sim, a guarda do menor. Mas claro que está satisfeito com o entendimento da Justiça. Tudo foi feito de modo a não ferir os direitos de ninguém. Eles não conseguiram provar que o David tenha praticado qualquer ato capaz de ferir a honra deles.

Os autores da ação foram condenados ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em 20% sobre o valor dado à causa. Ainda cabe recurso à decisão. O advogado da família Lins e Silva responsável pela ação, Renato Arouca Hofke Costa, não foi localizado pelo GLOBO para comentar como pretende encaminhar o caso.

No início de abril, Silvana Bianchi, avó materna no menino - trazido para o Brasil pela mãe, Bruna, que morreu no parto da segunda filha, do segundo marido -, voltou de Nova Jersey, nos Estados Unidos, após dez dias tentando se encontrar com o neto. Ela reclamou que há mais de um mês não conseguia vê-lo ou falar com ele por telefone.

Comando da campanha de Dilma terá como estratégia atacar a gestão da pré-candidata do PV

A campanha da pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, quer colocar a senadora Marina Silva, sua adversária pelo PV, na geladeira. Com estratégia toda voltada para a polarização com o tucano José Serra, a ordem é desqualificar a gestão dela, entre 2003 e maio de 2008, no Ministério do Meio Ambiente.

Dentro do PT e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a avaliação é que Marina tem um teto de 10% que tende a se desmanchar à medida que a campanha pegar fogo. E não é só. Pesquisas internas indicam que Marina não compete com a petista ao atingir um eleitorado insatisfeito com o governo. Por consequência, não votaria em Dilma. Essa lógica é a inversa da fomentada pelos tucanos que apostam em Marina para servir como uma âncora contrária ao crescimento da pré-candidata petista.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse não sobrar espaço para Marina no debate entre Dilma e Serra. “Toda eleição é plebiscitária. Veja o exemplo do Rio Grande do Sul, lá é para saber quem é mais contra a governadora Yeda Crusius (PSDB). Aqui também, só que os tucanos estão tentando fugir da pecha do anti-Lula, mas é isso que o Serra é”, afirmou Vaccarezza.

“Retórica ótima”
Mesmo espremida, Marina terá atenção, até porque não se pode fazer, como os próprios governistas comentam, uma campanha no Olimpo sem olhar os adversários. A ideia é tentar questionar a eficácia da senadora no comando do Ministério do Meio Ambiente. “Ela tem uma retórica ótima, mas fica só nisso, a pasta só melhorou a partir da saída da Marina do governo”, comentou um interlocutor do presidente.

Os dados sobre desmatamento são martelados por governistas e petistas envolvidos na campanha. Em maio de 2008, quando Marina saiu do governo, o desmatamento da Amazônia ficou em 1.123 km². Em janeiro e fevereiro deste ano, 208,2 km².

A senadora também enfrentou recente polêmica com o movimento gay. Instada a comentar direitos dos grupos homossexuais, Marina disse respeitá-los, mas que, diante de sua consciência cristã, não poderia defender a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A senadora absorveu um componente conservador que pode espantar tradicionais eleitores do PV. Políticos ligados a Dilma dizem que esse é o menor dos problemas dela, lembrando que a média do eleitorado brasileiro é pragmática e conservadora, diferente do entusiasta do PV.

A estratégia de ataque da campanha de Dilma ganhará reforço a partir de segunda-feira, quando será instalado o conselho político formado por presidentes dos partidos que apoiam a petista. A ex-ministra vai se reunir depois com líderes da base aliada em jantar na residência do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), em Brasília. “É um grupo de trabalho para ver o que é preciso fazer pela campanha, com discussões políticas e engajamento das pessoas”, afirmou Vaccarezza.

sábado, 10 de abril de 2010

Mistério Desvendado

Resolvido o mistério dos jovens desaparecidos em Luziânia

Luiz Calcagno

Publicação: 10/04/2010 21:12 Atualização: 10/04/2010 21:12

A Polícia Civil de Goiás prendeu neste sábado (10/04), um pedreiro que teria confessado o assassinato dos seis jovens desaparecidos em Luziânia. Admar de Jesus, de 40 anos, levou os investigadores a uma área de mata e apontou onde estavam os corpos de duas das seis vítimas. A busca pelos restos mortais dos outros adolescentes terá início na manhã deste domingo, com o auxilio de um helicóptero cedido pela Polícia Federal.

Além de Admar, — condenado em Brasília por crimes sexuais contra menores —, mais quatro homens foram detidos nesse sábado sob a suspeita de participação nos crimes. A Polícia Federal, que apoia a Polícia Civil de Goiás nas investigações, efetuou três prisões em Brasília. Os policiais goianos, mais uma. Todos foram encaminhados para a 5ª Delegacia Regional de Luziânia (Centro), onde passariam a noite prestando depoimento. Com a irmã de Admar, foi apreendido um celular pertencente a um dos garotos sumidos.

Admar foi preso no Parque Estrela Dalva 4, onde mora. Dois dos seis adolescentes desaparecidos também viviam no mesmo bairro: Diego Alves Rodrigues, 13 anos, o primeiro desaparecido, e Márcio Luiz de Souza Lopes, 19. O local também fica perto do bairro Parque Estrela Dalva 8, onde outra vítima — George Rabelo dos Santos, 17 — morava. Os demais garotos que sumiram são Fábio Augusto dos Santos, 14 anos, Divino Luiz Lopes da Silva, 16, e Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16. Todos eles moram em algum setor do Parque Estrela Dalva, um extenso bairro de classe média baixa de Luziânia. Na noite deste sábado, bicicletas que seriam dos garotos foram encaminhas à delegacia. Elas teriam sido encontradas com os suspeitos detidos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Enquanto isso na Capital do Brasil

Agefis derruba 160 barracos irregulares na Estrutural

Naira Trindade

Publicação: 30/03/2010 13:45 Atualização: 30/03/2010 18:33

Segundo a Agefis, os barracos foram erguidos em área pública e de preservação ambiental  - ( Evandro Matheus/Esp. CB/D.A Press )
Segundo a Agefis, os barracos foram erguidos em área pública e de preservação ambiental

Começou na manhã desta terça-feira (30/3) a derrubada a 160 barracos da cidade Estrutural. Segundo a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), todos eles foram erguidos em área pública e de preservação ambiental.

Todos os barracos ainda estavam ocupados quando fiscais da Agefis chegaram ao local, por volta das 10h. No dia 17 de março, os moradores receberam uma notificação avisando que deveriam sair do local. Alguns deles recorreram, mas até esta manhã não obtiveram resposta. A agência de fiscalização informou que os pedidos foram indeferidos.

Um forte aparato da Polícia Militar foi chamado para fazer a segurança da área e mais de 20 caminhões transportaram os móveis dos moradores para o depósito da Administração da Estrutural. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) ofereceu a pernoite no albergue para os invasores. As derrubadas continuam nesta tarde.

Sem lar
A dona de casa Iracenia Teixeira Brito Gomes, 25 anos, mora no local há três meses com o filho de um ano de idade. Quando os fiscais chegaram à casa da mulher, o bebê estava dormindo. "Apresentei recurso, mas tive que tirar todas as minhas coisas assim mesmo", reclama. Ao ver o barraco onde morava com a esposa e filhos destruído, o pedreiro Marciel Cândido da Silva, de 30 anos, desabafou: "Sou pai de família, não tenho para onde ir".

O secretário de Ordem Pública do Distrito Federal, Djalma Lins, afirma que algumas famílias receberão lotes na Estrutural. "Temos 227 famílias cadastradas na Codhab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal), e todas essas ganharão lotes na cidade".

segunda-feira, 22 de março de 2010

Isabella Nardoni - Esperamos justiça!

Repórter da Folha é convocado como testemunha de defesa no julgamento dos Nardoni

Redação Portal IMPRENSA

O jornalista Rogério Pagnan, repórter da Folha de S.Paulo, foi arrolado como testemunha de defesa no julgamento de Ana Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni - acusados de matar Isabella Nardoni, filha de Alexandre, em março de 2008.

Iniciado nesta segunda-feira (22), o julgamento decidirá se o casal é culpado por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de um crime com a prática de outro). Isabella, de 5 anos, morreu após cair da janela do apartamento em que morava, em São Paulo.

Pagnan foi convocado por entrevistar o pedreiro Gabriel dos Santos Neto, testemunha-chave que trabalhava em uma obra nos fundos do prédio. Os acusados alegam que outra pessoa foi responsável pela morte de Isabella. Na ocasião, o jornalista escreveu uma matéria em que Santos afirmava que a obra havia sido arrombada na noite do crime - o que embasaria a tese do casal.

Reprodução
Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá

Apesar de ser testemunha de defesa, não significa que o depoimento de Pagnan será favorável à Ana Carolina e Alexandre, apenas que ele foi convocado pela defesa do casal. Já ouvido pela Justiça na fase de inquérito, ele disse em juízo que gravou a entrevista em que o pedreiro confirma o arrombamento do portão da construção.

O repórter ainda confirmou que fez uma série de reportagens sobre o caso, entrevistando várias pessoas da família, inclusive vizinhos do Edifício London, e que viu a cerca elétrica do Edifício London quando estava na obra e que ela não parecia danificada.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Parece Mentira Parte II

Quiosque do Pedrão, esse é o ponto de encontro dos amigos e simpatizantes de Pedrão e sua esposa. Ambiente familiar com deliciosas guloseimas saindo a todo instante, sem faltar, claro, acontecimentos inusitados.
Sabadão ensolarado e lá estou designada a substituir o casal. A tentação de estar no shopping era grande, altas promoções do "Lápis Vermelho", sorvete, bolsas, sapatos, perfumes...e eu de plantão, tendo apenas hora para entrar, pois o casal não tem noção de tempo, sendo 11h e 23h a mesma coisa.
Enquanto os pensamentos quase tomavam forma eis que aparece ela. Uma mulher a beira de um coma alcoólico. Alta, descabelada, usando uma calça preta dois números abaixo do seu. Blusa vermelha mostrando a barriga saliente e um Scarpin vermelho, combinando com a blusa; só não combinava com o calor enlouquecedor que fazia no dia. Estava acompanhada de dois amigos, e de forma grosseira chegou pedindo a chave do banheiro, quase caindo em cima do balcão. Entreguei a chave e fiquei observando o finalizar de um “grande problema” entre os amigos da dama de vermelho: “Cara, onde compraremos mais cerveja?”. E eu pensando com meus botões: “Quem é o menos bêbado para levar o carro?”.
Enquanto observava os dois, sons vinham da lateral do quiosque, imaginei que fosse a fechadura brigando com as mãos da dama. Ela batia, falava palavras impublicáveis, chutava a parede, o que chamou a atenção dos rapazes. Então lá vem a mulher, espumando pela boca, querendo atirar a chave em cima de mim: “Não consigo abrir a porta, você me deu a chave errada”. Pedi um minuto, dei a volta e fui ajudá-la. Para o espanto de todos, nos deparamos com a cena inacreditável. A mulher tentava abrir a pequena porta de leitura da luz.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Parece mentira

Feriado, todos saíram da cidade e eu fiquei em casa com o pequeno e companheiro Sleepy. Fui para a varanda, precisava terminar a leitura do livro "O Anjo Pornográfico" de Ruy Castro, para a entrega de um trabalho final.
O sono bateu. Parei de ler e fiquei observando a rua deserta; parecia que todos estavam fora da cidade e eu ficara para apagar as luzes. Observei um homem, conhecido apenas de vista. Alto, claro, magro, de cabelos longos e bêbado, muito bêbado. Ele tentava andar em linha reta, mas era traído pelas paredes que insistiam bater em seus ombros. Ele parou, olhou uma árvore que era quase do seu tamanho e ficou em baixo. Um vizinho, para provar que eu não era a única na cidade, gritou do segundo andar: Vagabundo, vagabundo!
O tal vizinho assistia na televisão o seu time do coração perder, mas o andarilho achou que o vagabundo fosse ele, ali, parado, na sombra da pequena árvore. Ele olhou para as janelas, olhou para os lados, para o céu, não vendo ninguém que pudesse te-lo ofendido olhou para a árvore, colocou as mãos na cintura e falou: "Você está me xingando árvore?"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nova tendência dos jornais na internet

Atenção à resposta da última pergunta da entrevista de Michael Schudson, publicada no jornal O Globo em 25.10.09.